O lápis apontado assemelha-se a uma faca com a ponta bem
afiada. Muitas coisas não são escritas por medo de dizer. Medo do julgamento ou
da nossa própria aversão. Quanto mais se ler livros mais seletivo se fica, uma
colocação aqui ou ali parece ocasionar e significar algo tão valioso, e, no
entanto o é apenas naquele tempo. Por mais que a posteridade leia aprovando ou
recusando algo escrito, sempre surgirá à figura da compreensão da época em que
foi citado é porque o citou. O medo do erro neutraliza o cérebro e a mente. E natural
cometermos deslizes quando escrevemos sem analisar possibilidades promovendo
máximas ou aforismos universais de qualquer que seja a perspectiva da
verdade. Tem que se levar em conta um
rigor maior, leitura mais bem apurada. Escrever e como desenhar necessita-se de
pratica e precisão ao ponto levantado em questão. O pensamento atinge o
sentimento e nesse sentido sua importância pode ser cobrada no futuro. Em suma
um bom pensamento, ou seja, uma boa escrita vai lhe causar um prazer em admirar
seu próprio ego, o ego sente quando compreende e quando compartilha do mesmo
sentimento ele sorri ou admira com entusiasmo o que foi escrito. E isso e o que
chamo de escrita verdadeira. Nela
percebe-se que pensaram e se deliciaram. Nós sentimos e absorvemos aquela
escrita, imaginando o sentido e o sentimento que proporcionou a quem escreveu.
Todo escritor verdadeiro tem orgulho das suas ideias, pois elas pertencem à
forma como sua natureza age com a liberdade.

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